As emissões de dióxido de carbono (CO2 – gás com efeito de estufa) atingiram 28 mil milhões de toneladas em 2005 e continuam a crescer, resultando num aumento de concentração atmosférica de CO2. A nível global, as emissões de CO2 aumentaram cerca de 30% entre 1990 e 2005, com um crescimento anual, entre 2000 e 2005, maior que na década precedente. As emissões per capita são mais elevadas nas regiões desenvolvidas: cerca de 12 toneladas de CO2 por pessoa num ano, comparando com cerca de 3 toneladas nas zonas em desenvolvimento e 0.8 toneladas na África Subsariana. As emissões por unidade económica de produção diminuíram mais de 20% nas zonas desenvolvidas, tendo crescido 35% no Sudoeste Asiático e 25% no Norte de África.
Em resposta à perda da diversidade global, a comunidade internacional encorajou a protecção marinha e terrestre. Como resultado, cerca de 21 milhões de km2 de terra e mar foram postos sob protecção em 2007. Apesar da sua importância para a sustentabilidade dos stocks de pesca e modos de vida das populações costeiras, apenas 0.7% dos oceanos do mundo – cerca de 2 milhões km2 – foram protegidos. O total de área florestal concebida para a conservação da biodiversidade cresceu cerca de 96 milhões de hectares desde 1990 e conta agora como 1/10 da área total da floresta.
1.6 mil milhões de pessoas vivem em áreas com escassez de água. Em 2008 mais de 50% da população mundial vive em zonas urbanas – 3.3 mil milhões de pessoas. Esta urbanização está a esgotar os recursos naturais e a conduzir a sobrepovoamento, habitação inadequada e escassez de água e de saneamento para os mais pobres das cidades, em particular nas cidades mais pobres da África Subsariana e da Ásia. Perto de 2.5 mil milhões de pessoas permanecem sem saneamento melhorado – mais de mil milhões na Ásia e 500 milhões na África Subsariana. Em 2006 existiam 54 países onde menos de metade da sua população tinha acesso a condições de saneamento melhoradas; ¾ destes países situam-se na África Subsariana.