1100 milhões de pessoas – 20% da população mundial – não têm acesso a água potável em quantidade suficiente e 2600 mil milhões vivem sem saneamento básico. Metade das camas hospitalares em África estão ocupadas por pessoas afectadas por doenças relacionadas com água. Estima-se que 1,8 milhões de pessoas morram anualmente, devido a doenças diarreicas causadas por água e alimentos impróprios para consumo.
A maioria da população mundial viverá em áreas urbanas – agravando o sobrepovoamento, a habitação inadequada e escassez de água e de saneamento para os pobres das cidades, em particular nas zonas em rápida urbanização e nas cidades mais pobres da África Subsariana e da Ásia. A desflorestação prossegue ao ritmo de 13 milhões de hectares por ano e as novas florestas não possuem o mesmo valor ecológico em termos de biodiversidade, nem proporcionam os mesmos benefícios às comunidades que dependem da floresta.
Desde 1990, a utilização da energia a nível mundial tornou-se mais eficiente, ajudando a abrandar o aumento das emissões para a atmosfera de dióxido de carbono (CO2, associado às alterações climáticas). Contudo, devido ao crescimento demográfico, à expansão industrial – necessária para o desenvolvimento – e à crescente procura de energia pelos consumidores, as emissões mundiais de CO2 continuam a aumentar.