Os governos dos países pobres têm de incluir a protecção ambiental nos seus orçamentos nacionais, enveredar por uma industrialização ambientalmente responsável e promover a utilização transparente dos recursos naturais. É preciso prestar mais atenção e tomar mais medidas para enfrentar o impacto da degradação ambiental nos pobres; o planeamento urbanístico deve procurar auxiliar as cidades a absorverem o êxodo rural e a prevenir e inverter o crescimento dos bairros degradados; os direitos dos ocupantes ilegais e dos habitantes de bairros degradados devem ser respeitados e as disparidades entre meios rurais e centros urbanos no domínio dos serviços não podem ser ignoradas.
São necessários esforços globais para alcançar as metas do Objectivo 7. Por exemplo, os líderes do G8 reconheceram que os ODM não podem ser alcançados sem proporcionar aos pobres um acesso sustentável a combustíveis. Os países do G8 têm agora de disponibilizar a tecnologia para resolver este problema bem como assegurar o desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas no sector dos combustíveis.
Em acréscimo, têm de ser disponibilizados mais fundos para atenuar o impacto das alterações climáticas nos pobres e para aumentar o acesso a água potável e a serviços de saneamento. Infelizmente, um dos mais importantes esforços para enfrentar as alterações climáticas, o Protocolo de Quioto, não foi ratificado pelo principal emissor de CO2, os E.U.A.