Em 2006 estima-se que 39,5 milhões de pessoas estavam infectadas pelo VIH/SIDA (2,4 milhões mais do que em 2004); 96% dos novos casos ocorrem nos países em desenvolvimento. Apenas uma em cada cinco pessoas é abrangida por programas de prevenção e, embora a terapêutica anti-retroviral dê esperança, cinco a seis milhões de pessoas em países de baixo ou médio rendimento ainda necessitam de tratamento. A epidemia está a aumentar em certas zonas da Ásia: o ONUSIDA avisa que dez milhões de chineses poderão ser infectados até 2010 e que o VIH também está em rápida expansão na Índia, onde o número de pessoas infectadas é o segundo mais elevado do mundo.

A África Subsariana continua a ser a região mais atingida: com apenas 10% da população mundial, representa 64% dos seropositivos e 90% das crianças seropositivas com menos de 15 anos de idade. A prevalência da doença entre os adultos oscila entre os 7,4% e os 20%. As crianças sofrem a infecção como também a perda de familiares e da sua rede social de apoio: ali encontramos 12 milhões de crianças órfãs e a prevalência da doença é tão elevada entre os educadores que as crianças ficam, muitas vezes, sem professores. À medida que o VIH/SIDA se propaga, são infectadas cada vez mais mulheres; estas representam 59% dos adultos seropositivos na África Subsariana. São também fisiologicamente mais vulneráveis à doença e, em virtude das normas sociais, têm pouco poder sobre as suas relações sexuais. Quando as famílias são atingidas pela SIDA, as mulheres têm de tornar-se a principal fonte de rendimento familiar, ajudar outras famílias e/ou tratar dos familiares doentes.