A melhoria da saúde mundial requer a cooperação de todos. Os países pobres devem combater o estigma, melhorar o rigor dos dados relativos a taxas de infecção e ainda conceber estratégias agressivas de prevenção e de tratamento. Além disso, dado que todos os ODM afectam a saúde, o êxito a longo prazo exige que se alcancem todos os Objectivos como o de combate à fome, da educação das crianças e do empoderamento das mulheres (Objectivos 1, 2 e 3).
O VIH/SIDA galvanizou a comunidade internacional e permitiu um significativo aumento de fundos. A redução da dívida dos países pobres também libertou recursos locais, que puderam ser canalizados para a luta contra a SIDA. Mas é necessário fazer mais.
Os países doadores e os países beneficiários, bem como as ONG, devem garantir que a notoriedade do VIH/SIDA e doutras doenças transmissíveis não leve a que se retire importância aos problemas da saúde reprodutiva, materna e infantil, bem como a outras doenças menos conhecidas. Além disso, o aumento da ajuda para o desenvolvimento e da atenção prestada aos problemas de saúde mundial cria um desafio de coordenação e harmonização entre doadores. Os doadores devem coordenar a sua actividade no âmbito de programas dirigidos pelos governos e trabalhar melhor juntos.