Nos países em desenvolvimento, nunca houve tantas crianças a frequentar a escola primária: os rácios de frequência escolar aumentaram 86%. No entanto, ainda se encontram significativas variações regionais e sub-regionais: os rácios de frequência escolar no ensino primário na América Latina e nas Caraíbas está em 95%, enquanto que na África Subsariana ainda só alcançou 64% (em países como o Burkina Faso e o Mali, o rácio está mesmo abaixo dos 50%). É essencial conseguir maiores progressos na África Subsariana e na Ásia do Sul, pois estas regiões têm quase 80% das crianças que não frequentam a escola.
A finalização do ensino primário progrediu desde 2000 em regiões onde tal objectivo estava mais longe: África Subsariana, Subcontinente Asiático e Norte de África. Entre os sete países que mais rapidamente conseguiram expandir as taxas de finalização do ensino primário desde 2000, seis fazem parte da África Subsariana, todos com um aumento de 10% anual entre 2000 e 2005.
As crianças de meios rurais têm menos possibilidades de frequentar a escola. Esta desigualdade tem um impacto significativo nos rácios globais de educação, porque há mais crianças em zonas rurais do que em zonas urbanas. Os meios rurais não têm muitas vezes recursos próprios para investir em escolas. Ali, muitas famílias pobres contam com as crianças para ganhar dinheiro e portanto não podem permitir-se tê-las na escola.