Nos países em desenvolvimento, nunca houve tantas crianças a frequentar o ensino primário como agora: as taxas de escolarização básica aumentaram 88%. Deste modo, 570 milhões de crianças encontram-se escolarizadas em todo o mundo.
A taxa de matrículas aumentou de 83% para 87% entre 1999 e 2005, enquanto que o número de crianças fora da escola desceu de 96 para 72 milhões. Em quase todas as regiões, a taxa de matrículas no ano 2006 excedeu os 90% - e muitos países estiveram perto de alcançar o acesso à educação básica universal.
Na África Subsariana, contudo, a taxa de matrículas só recentemente atingiu os 71%. Nesta região, cerca de 38 milhões de crianças em idade de frequentar o ensino primário encontram-se, ainda, fora da escola. No Sul da Ásia, a taxa de matrículas subiu para os 90%. Porém, mais de 18 milhões de crianças com idade para frequentar o ensino primário ainda não se encontram matriculadas. Segundo as novas projecções, se não houver uma aceleração dos progressos, 58 dos 86 países que ainda não têm ensino primário universal não o alcançarão até 2015.
Atingir o ensino primário universal significa mais do que o número de matrículas escolares. Engloba, também, educação de qualidade, o que significa que todas as crianças que frequentam a escola devem adquirir as aptidões básicas de alfabetização e de aritmética e completar o ensino primário dentro do tempo previsto. Na África Subsariana, por exemplo, existem mais crianças em idade de frequentar o ensino secundário matriculadas no ensino primário que no ensino secundário.