Os países em desenvolvimento devem melhorar o acesso à educação e a qualidade da mesma. Diversas medidas poderão passar pela supressão das propinas, pela construção de mais instalações escolares nos meios rurais e pela contratação de mais professores.
Para que este Objectivo se torne uma realidade, há ainda que proteger a educação e dar-lhe prioridade nos orçamentos nacionais dos países em desenvolvimento – aumentando as despesas com a educação de 15 para 20% dos orçamentos nacionais – dando prioridade ao ensino de base; prestar uma ajuda anual no montante de 11 mil milhões de dólares para alcançar o ensino primário universal até 2015; tratar a educação como um dos principais elementos de uma resposta humanitária às situações de crise ou pós-conflito; prever transferências monetárias para as famílias pobres, sob condição de os seus filhos, especialmente as raparigas, estarem escolarizados; fornecer transportes, sempre que necessário, para que as crianças se desloquem à escola e regressem a casa, oferecer refeições gratuitas e serviços básicos de saúde na escola, a fim de melhorar a saúde das crianças, a sua nutrição e o seu desenvolvimento cognitivo.
Os países desenvolvidos devem assegurar que os países em desenvolvimento dispõem dos recursos necessários à implementação de reformas no sector da educação. Para ajudar os países de baixo rendimento a alcançar este ODM, o Banco Mundial e os principais doadores para o sector educativo lançaram, em 2002, “Educação para Todos – Iniciativa Acelerada”(FTI).