As mulheres contribuem com 2/3 de todas as horas de trabalho a nível mundial e são responsáveis por metade da produção alimentar. No entanto, ganham apenas 10% do rendimento mundial e detêm menos de 1% da propriedade. As mulheres representam a maioria da mão-de-obra agrícola a nível global e 60% das mulheres trabalham sem receber salários ou são mal pagas na economia informal, deixando-as vulneráveis em termos financeiros e legais.
Continua a haver 94 raparigas por cada 100 rapazes na escola, e quase 2/3 dos iletrados adultos são mulheres. Na África Subsariana e Subcontinente Asiático vivem 80% das crianças que não vão à escola. Na África Subsariana, 42% das raparigas não frequentam a escola contra 38% dos rapazes. No Subcontinente Asiático, a diferença é maior com 29% das raparigas face a 22% dos rapazes.
A representação política feminina tem vindo a aumentar – mais de 80 países têm agora quotas parlamentares para as mulheres. No entanto, a representação global continua apenas em 17%.
A taxa de mortalidade materna pouco melhorou, com 500 mil mulheres a morrerem anualmente durante a gravidez, a maioria das quais a viver nos países em desenvolvimento. As mulheres também se estão a tornar de forma desproporcional vítimas do vírus do VIH/SIDA e representam agora mais de metade da população infectada na África Subsariana.