Os países em desenvolvimento têm de priorizar a defesa dos direitos das mulheres. As normas sociais que alimentam a desigualdade de género têm que acabar, as leis contra a discriminação têm que ser cumpridas e as mulheres devem ser informadas sobre os seus direitos. Tem também de haver maiores investimentos na saúde materna. A exploração global do trabalho feminino sem documentação legal ou sem ser pago tem de acabar. As organizações não governamentais e a sociedade civil têm de poder monitorizar os programas governamentais para assegurar que as políticas de igualdade de género são realmente respeitadas e cumpridas.
Os países desenvolvidos e os doadores devem continuar a dar ênfase aos direitos das mulheres e a exigir políticas progressistas por parte dos países beneficiários da ajuda. A continuação do perdão da dívida é crucial para se alcançar a igualdade de género e os ODM, porque países sem dívida podem orientar recursos para as reformas que são cruciais para o empoderamento das mulheres.
A liberalização do comércio internacional pode ter benefícios significativos para as mulheres. Quando os países pobres têm acesso aos mercados dos países desenvolvidos, as mulheres dispõem duma maior oportunidade para trabalhar em novas indústrias, exportar os seus produtos e trabalhar em condições mais seguras. Não obstante, os padrões laborais têm de ser cumpridos para proteger os trabalhadores pobres e marginalizados, muitos dos quais são mulheres.