Embora a África Subsariana seja a casa de 20% de jovens crianças a nível mundial, é aqui que ocorrem 50% dos óbitos globais. A região tem tido pouco sucesso na redução da taxa de mortalidade. A América Latina e as Caraíbas, o Sudeste Asiático, o Extremo Oriente e o Norte de África conseguiram dar passos positivos e reduzir a mortalidade infantil em mais de 3% por ano.
70% das mortes de crianças é atribuída a seis causas que podem ser prevenidas: diarreia, malária, infecções pré-natais, pneumonia, nascimentos precoces e asfixia durante o nascimento. Uma em quatro crianças estão em risco por causa de doenças que podem ser prevenidas com vacinas e mais de seis milhões de crianças com idade inferior a cinco anos morrem anualmente devido a subnutrição.
A campanha de vacinação contra o sarampo é um dos casos de sucesso em termos de intervenção na área da saúde pública até à data: quase 75% das crianças a nível mundial estão agora vacinadas. A América Latina, as Caraíbas e a África Subsariana alcançaram um progresso significativo na vacinação de crianças. A África Subsariana alcançou a maior redução de mortes em termos percentuais (quase 60% entre 1999 e 2004).
O estatuto socio-económico tem impacto em termos de infecção: crianças no Chade e na Nigéria com mães escolarizadas têm duas a quatro vezes mais possibilidades de serem vacinadas do que crianças com mães não escolarizadas. A diferença entre ricos e pobres é ainda maior.