A dívida bilateral aos países mais ricos do mundo já foi em grande parte cancelada, bem como a dívida dos 18 países mais pobres ao Fundo Monetário Internacional, ao Banco Mundial e ao Fundo de Desenvolvimento Africano. Mas há ainda países que estão muito ou razoavelmente endividados mas não são “suficientemente pobres” para serem candidatos ao perdão da dívida – e que continuarão a ver os seus esforços para atingir os ODM a serem constrangidos pelos seus fardos de dívida. Além disso, nem todos os bancos multilaterais perdoaram a dívida dos países pobres.
Para ajudar a atingir os ODM, a ONU estima que a APD global tem de crescer até cerca de 142,3 mil milhões de euros até 2015 – um aumento significativo face aos 50,3 mil milhões em 2003. A APD aumentou de 1997 até 2005, mas decresceu em 2006 – e há que salvaguardar que o perdão da dívida representou mais de metade daquele aumento. Os doadores prometeram duplicar até 2010 a ajuda à África Subsariana, onde está a maioria dos países mais pobres.
O comércio internacional apresenta barreiras que diminuem a capacidade dos países pobres para partilharem os benefícios da globalização. Os países ricos persistem em práticas comerciais injustas, tais como os subsídios agrícolas que distorcem as condições de concorrência, quotas às importações e o dumping, que distorcem os termos do comércio e que dificultam o acesso dos países pobres aos mercados internacionais.