Os países pobres têm de fazer mais para atingir os ODM, mobilizando recursos próprios, priorizando os ODM nos seus orçamentos, eliminando barreiras aos serviços e construindo uma boa governação.

Para além de alargarem o alcance do cancelamento da dívida, os países ricos devem deixar de considerar esses cancelamentos como ajuda para o desenvolvimento – uma prática que reduz os fundos disponíveis para o combate à pobreza.

A quantidade da ajuda tem de crescer para ajudar os países pobres a atingirem os ODM. Em 1970, fixou-se um padrão internacional de 0,7% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) destinado à APD. Mas apenas alguns países alcançaram ou ultrapassaram aquele padrão.

Para além do aumento da APD, a qualidade da mesma também deve crescer. Há demasiada ajuda condicionada, i.e., os receptores têm de adquirir produtos aos países doadores como contrapartida pela ajuda.

Os países ricos têm de acabar com os subsídios distorcedores dos termos do comércio e de melhorar o acesso dos países pobres aos mercados internacionais. Embora as tarifas alfandegárias médias possam ser baixas, muitos países ricos impõem tarifas altas sobre artigos transformados mais do que em matérias-primas.