É necessário um aumento anual de APD no montante de 18 mil milhões de dólares para cumprir a promessa, feita pelo G8 em 2005, de duplicar a ajuda mundial até 2010, concedendo mais 50 mil milhões de dólares por ano (dos quais 25 milhões se destinariam a África). Outros compromissos pendentes: o objectivo de 0,7% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) para APD (sendo que 0,15% a 0,2 % desse RNB seria para APD a Países Menos Avançados) e, em geral, a implementação da Declaração de Paris (2005), no sentido da aumentar a qualidade, a eficácia, a previsibilidade e a coerência da APD.
Para além de aumentar a APD, é preciso melhorar a sua qualidade. Há demasiada APD condicionada, i.e., os beneficiários têm de adquirir produtos aos países doadores, como contrapartida pela APD recebida. Os E.U.A. são os maiores distribuidores de Ajuda condicionada – 70% da sua APD – e os principais países beneficiários são mais os aliados da sua política externa do que os países mais necessitados.
No plano do comércio internacional, é urgente formular medidas e acções com vista a concluir a ronda de negociações comerciais de Doha, a fim de reduzir as actuais distorções das trocas comerciais e as substitui-las por mecanismos mais equitativos. Os países ricos devem acabar com os subsídios que distorcem as regras do comércio e melhorar o acesso dos países pobres aos mercados internacionais.