Das estimadas 536 mil mortes maternas por todo o mundo em 2005, os países em desenvolvimento somaram mais de 99%. Cerca de metade das mortes maternas – 265 mil – ocorreu somente na África Subsariana, com um 1/3 do total – 187 mil – a ocorrer no Sul da Ásia. Assim, a África Subsariana e o Sul da Ásia somam 86% das mortes maternas em todo o mundo, sendo a hemorragia a principal causa da morte nessas regiões. Para mais, 2/3 dos óbitos ocorrem em somente 10 países, sendo a Índia aquele que lidera a lista: 117 mil – 22% do total global.

A maioria das mortes maternas é evitável: por exemplo, as mortes por infecção ou hemorragia podem ser impedidas por meio de fármacos ou transfusões de sangue. No entanto, estes cuidados médicos de rotina nem sempre são disponibilizados a muitas mulheres no mundo em desenvolvimento. Não só essas mulheres carecem de acesso a serviços médicos durante a gravidez, como a maioria está impossibilitada de aceder a profissionais de saúde e a serviços de saúde reprodutiva. Onde os partos são supervisionados por pessoal médico competente e com acesso a cuidados de obstetrícia de emergência, e onde, ainda, a mulher recebe serviços adequados de cuidados de saúde e de nutrição, o risco de morte materna é menor.

A gravidez na adolescência contribui para o ciclo da mortalidade materna e da mortalidade infantil. A maternidade precoce não só aumenta o risco de morte durante o parto, como também coloca em perigo o bem estar das mães e crianças sobreviventes. As mães jovens vêem-se privadas, frequentemente, de uma educação e de oportunidades socioeconómicas. Em quase todas as regiões em desenvolvimento a fertilidade das adolescentes caiu entre 1990 e 2000, tendo em seguida estagnado em grande parte ou aumentado marginalmente entre 2002 e 2005.