A maioria das mortes maternas é evitável: por exemplo, as mortes por infecção ou hemorragia podem ser impedidas por meio de fármacos ou transfusões de sangue. No entanto, estes cuidados médicos de rotina nem sempre são disponibilizados a muitas mulheres no mundo em desenvolvimento. As mulheres pobres e as dos meios rurais têm muito menos probabilidades de aceder a serviços de saúde materna.

O acesso a profissionais de saúde tem melhorado em quase todos os países desde 1990, especialmente no Sudeste Asiático, na Ásia Ocidental e no Norte de África. Porém, as duas regiões onde se registam mais mortes maternas – a África Subsariana e a Ásia do Sul – fizeram poucos progressos nesse campo. Só a África Subsariana representa quase 50% do total de mortes maternas, mas não tem conhecido um aumento significativo dos partos assistidos (46% do total); na Ásia do Sul, a percentagem de partos assistidos é ainda menor. Cerca de 200 milhões de mulheres que querem espaçar ou limitar as suas gravidezes não têm acesso a contraceptivos nem a informação sobre saúde reprodutiva. A falta de serviços de planeamento familiar seguros e fiáveis, bem como os tabus generalizados em torno do sexo, dissuadem as pessoas de ambos os sexos de procurar uma contracepção segura.

Acresce que cerca de oito milhões de bebés morrem imediatamente antes ou durante o parto ou ainda na primeira semana de vida, em consequência de problemas de saúde materna. As crianças que perdem a mãe à nascença têm dez vezes mais possibilidades de morrer até aos dois anos de idade.