Para muitas mulheres nos países em desenvolvimento, a alegria da maternidade é, demasiadas vezes, acompanhada por sérios riscos de saúde. Cada ano, mais de 500 mil mulheres morrem de complicações relacionadas com a gravidez, com o parto ou com o pós-parto (até seis semanas depois). Cerca de 10 milhões são expostas a infecções, doenças ou invalidez, ficando fisicamente diminuídas.
A esmagadora maioria destas mulheres habita os países em desenvolvimento: a probabilidade de morrer por complicações relacionadas com a gravidez – na sua maioria tratáveis ou preveníveis – é ali de 1 em 76 (1 em 22 na África Subsariana e 1 em 7 no Níger), contra 1 em 7300 no mundo desenvolvido. Se uma mulher num país pobre consegue sobreviver, pode ainda assim estar sujeita a complicações pós-parto que ameaçam a sua saúde e a marginalizam ainda mais na sociedade.
As taxas de mortalidade materna são o espelho da grande disparidade entre o ter e o não ter, tanto dentro de uma sociedade como entre os diferentes países: as mulheres pobres têm muito maior probabilidade de morrerem como resultado da gravidez ou do parto. As famílias pobres têm menos condições financeiras e tendem a viver longe das instalações médicas.